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W E B M A I L
O que é estresse?
Autor: Paula Menezes (Psicóloga)
Data: 29.2.2008
Fonte: http://www.advir.com.br/psicologia/comportamento/index.asp

Geralmente uma pessoa que diz "estou estressada" está se referindo a um cansaço físico e psicológico. Sente-se como se não estivesse mais suportando suas tarefas diárias, situações específicas, etc. Na verdade, trata-se de um desequilíbrio orgânico. É um processo que envolve reação orgânica com componentes físicos e/ou emocionais que surgem diante de uma dificuldade em adaptar-se a novas situações.
O estresse pode ser resultado de uma pressão interna ou externa e ocorre quando o organismo do indivíduo, em momentos de tensão, é prejudicado gerando um desequilíbrio interno. Surge quando as funções fisiológicas encontram-se exageradamente em alerta ou quando estão atuando desnecessariamente. EX: Tensão muscular frente uma entrevista de seleção de cargo. Neste caso a entrevista é uma fonte de estresse, que ocasiona mudança metabólica.


O que é "fonte de estresse"?

É toda e qualquer situação que imponha ao indivíduo uma adaptação e que leve a uma exacerbação das emoções, ocasionando um desequilíbrio interno.

O estresse ocorre apenas diante de eventos que causam sofrimento?

Não. O estresse pode surgir também diante de situações "boas" nas quais há a necessidade de uma adaptação. Há vários eventos bons que podem levar a pessoa ao estresse. EX: Casamento, promoção, viagens, etc. Se o evento for bom, logicamente o estresse terá um fim mais rápido, principalmente após o período de adaptação quando o organismo volta a se estabilizar tanto a nível físico como emocional. Se o evento for interpretado como ruim, a ação do estresse será mantida pela tensão e pressão internas, assim como por cognições e fontes de estresse que ocasionaram o processo.
Vale lembrar que o importante não é o evento em si mas sim o significado atribuído a ele, que difere de indivíduo para indivíduo, isto é, uma mesma situação pode ser estressante para uma pessoa e NÃO para outra.

Quais os sintomas do estresse?

Os hormônios reagem em resposta ao estresse, desencadeando várias modificações físicas e emocionais que se interligam, isto é, problemas psicológicos podem ocasionar manifestações orgânicas e vice-versa.

SINTOMAS:

- A pessoa perde o "brilho" e se fixa em falar apenas sobre o assunto relacionado ao motivo do estresse ou aos sintomas advindos do mesmo. Neste caso, constantemente, não há percepção desta fixação, então a pessoa acaba por se magoar com as pessoas de seu meio quando estas não se mostram interessadas, o que ocasiona um isolamento social por parte de quem está sofrendo as conseqüências do estresse, numa tentativa de "fugir" de frustrações.
- A depressão é, freqüentemente, ocasionada pelo estresse
- Hipersensibilidade: O indivíduo torna-se frágil frente a questões ou situações nas quais sem o estresse não ocorreria tamanha exacerbação das emoções
- Irritabilidade: A pessoa torna-se mais sensível a estímulos que lhe causam desconforto
- Raiva
- Ansiedade: Quando surge, causa uma série de outros sintomas como por ex. desânimo, medo, fuga. Estando presente, a ansiedade ocasiona também sintomas físicos como por ex. taquicardia, tensão muscular, sudorese em mãos e pés, angústia
- Intolerância: Diante da menor provocação, a pessoa sente uma impaciência muito grande

De modo geral, o estresse contribui também para gerar outros tipos de doenças devido à fragilidade psicológica e orgânica que se instala no indivíduo, além da vulnerabilidade emocional, afetiva, pessoal, social, profissional, etc, ( acabando por interferir em vários setores da vida da pessoa ) que varia de acordo com o nível de estresse existente.

Como a Terapia Cognitivo - Comportamental pode colaborar?

O terapeuta deve auxiliar o paciente a identificar as fontes de estresse existentes e propiciar um plano de intervenção, reeducando o indivíduo para que este possa ter uma visão diferenciada acerca das questões que o incomodam, colaborando no sentido de mostrar alternativas concretas e objetivas para a obtenção de modificações perceptuais e comportamentais.
Deve ter o papel de intermediador, identificando junto ao paciente os sintomas, ajudando-o a reconhecer os recursos que possui para a resolução de problemas, assim como trabalhar, através de técnicas específicas, o auto-controle das emoções, numa postura cooperativista, isto é, participando ativamente do processo psicoterápico.

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