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W E B M A I L
José e Seus Irmãos
Autor: Wesley Alfredo G. de Arruda
Data: 28.1.2009
Fonte: Wesley Alfredo G. de Arruda

Todos conhecemos a história de José e seus irmãos. Com certeza é um relato que nos deixa boquiabertos. Sem dúvida é uma das mais impressionantes histórias da Bíblia.

As Escrituras dizem em Gênesis 37:28 que José foi vendido por 20 moedas de prata para os Ismaelitas, que o levaram ao Egito. Mas naquela época, não eram exatamente "moedas", eram pesos, ou siclos (Para "pesos" é uma certa quantidade de metal que era pesada numa balança, e usada na compra e venda na Idade Antiga, já para "siclos", a cada 1,2 gramas de metal se dava 1 siclo), porém segundo a evolução das moedas, geralmente se usava cobre como forma de pagamento.

No livro Escavando a verdade do Pastor e Doutor Rodrigo Silva, refere que para provarmos que o relato Bíblico é confiável precisamos saber a partir de documentos egípcios, o preço esperado por um escravo na época. Um argumento muito usado pelos minimalistas é que a história de José foi forjada tardiamente na Babilônia e para se provar isso era esperado que a Bíblia dissesse um valor entre 30 e 50 moedas de prata, já que esse era preço dos escravos no auge da era Babilônica, e não 20 moedas como as Sagradas Escrituras dizem. Mesmo que a história tenha tido pequenas modificações posteriores, o texto é um fato real ocorrido quase 1.200 anos antes do cativeiro babilônico, como é o caso de Moisés em Deuteronômio 34:1-5 que descreve a morte de Moisés (provavelmente não foi escrito por ele, já que mortos não falam nem escrevem, a não ser que eles não estejam realmente "mortos").

Outro argumento usado pelos minimalistas é que nem José, nem Potifar são mencionados nos documentos egípcios encontrados até hoje, mas um papiro encontrado em Luxor que atualmente está no museu da Universidade Brooklyn, mostra que o uso de empregados domésticos semitas era muito comum no Antigo Egito. O papiro traz a lista de 79 escravos que serviam na casa de um rico comerciante Egípcio. Segundo Donald Wiseman, citado por Rodrigo Silva, pelo menos 45 dos nomes listados são da região siro-palestina. "Eles foram provavelmente vendidos no Egito como escravos, do mesmo modo que José, cerca de quarenta anos mais tarde. Alguns dos nomes soam legitimamente hebreus, como, por exemplo, Shiphrah e Menachem".

Pode parecer estranho que um hebreu e escravo, como José, assumisse um cargo tão elevado no Antigo Egito, principalmente o de primeiro-ministro. Mas existem achados que comprovam que não era tão raro um semita sendo primeiro-ministro. Em meados de 1980, em Saqqara, os arqueólogos acharam a tumba de um ex-primeiro-ministro do Baixo Egito, durante o reinado de Akenaton, chamado Apael, que é um nome semita e não egípcio. Mesmo que um primeiro-ministro egípcio tenha um nome totalmente egípcio, ele poderia ter sido hebreu, como aconteceu com José. Em Gênesis 41:45 diz que depois que José virou primeiro-ministro, faraó colocou nele um nome totalmente Egípcio: Zafenate-Panéia.

Hoje, os achados arqueológicos tem cada vez mais comprovado a veracidade da Bíblia e suas histórias. Diante de tantos argumentos, como ainda existem pessoas que tentam achar qualquer erro para criticar ao invés de crer pela fé? A Bíblia possui erros de tradução, pois tudo que nela se encontra foi escrito por mãos humanas e ao passar dos anos seu sentido pôde ter sofrido modificações, porém, são sagradas e foram inspiradas por Deus.

José, perseverou nos tempos de provação e venceu porque teve fé. De mero sonhador, Deus o fez intérprete de sonhos, esse dom Divino, salvou faraó e o povo do Egito da fome, ajudou seu pai e irmãos, tornando seu sonho realidade. Acredite na Bíblia. Acredite que Deus é soberano, para Deus não há impossíveis, para Deus não há causa perdida, para Deus não há sonho morto, para Deus todas as coisas são possíveis.


Fontes:
Escavando a verdade de Rodrigo P. Silva, págs. 85 e 86.
http://www.bibliaonline.com.br/acf
http://www.webartigos.com/articles/6858/1/origem-e-evolucao-da-moeda/pagina1.html
A Bíblia Sagrada, João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada (Ed. 1993)

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