Pessoas se cumprimentando, se abraçando e cantando. Assim se iniciou mais uma reunião do Pequeno Grupo Enoque 1, na segunda-feira, 29, no Bairro Santa Helena da capital mato-grossense. Pessoas de várias religiões e raças se unem num mesmo propósito: fazer amizades, aprender mais da Bíblia e louvar a Deus. As crianças também participam num espaço só para elas. Cerca de 30 meninos e meninas estavam agrupados num salão cedido pela prefeitura, próximo à casa onde ocorria a reunião dos adultos.
De uma forma geral, os Pequenos Grupos (PGs) surgiram com o intuito de fortalecer o relacionamento das pessoas com Deus e uns com os outros. Além disso, visam apoiar o estudo da Bíblia, evangelizar e estabelecer uma igreja relacional onde as pessoas se conheçam. Hoje, no Mato Grosso, existem cerca de 900 Pequenos Grupos. Durante a Semana Santa, cerca de 530 deles estão reunidos todas as noites na capital mato-grossense e no interior do estado.
A implantação dos PGs (como são conhecidos) na União Centro Oeste Brasileira (UCOB) tem uma proposta bem definida. A primeira fase é chamada de protótipo prático, onde um pastor da área treina e acompanha futuros líderes. Depois, vem a fase iniciante, onde aqueles que foram capacitados se tornam líderes de um Pequeno Grupo e convidam membros da igreja para participarem. Esses membros-participantes se dividem em duplas missionárias, começam a dar estudos bíblicos para um amigo ou um vizinho e os convidam para participar das reuniões. Se preferirem podem conduzi-los a uma classe bíblica, o que possibilita que tomem a decisão pelo batismo. Por último vem a fase intermediária. Nesse período, o Pequeno Grupo já cresceu e chegou a hora de se multiplicar, ou seja, se dividir e começar todo o processo novamente.
Segundo o pastor Ariel Tenório, Departamental de Pequenos Grupos, os PGs são a base das ações da igreja. “Eles formam a estrutura para que as frentes missionárias da igreja (duplas missionárias, classes bíblicas e evangelismo público) funcionem e cumpram a missão”, revela.
Para a maioria das pessoas, os Pequenos Grupos são acessíveis, pois afastam o preconceito e não ficam distantes dos lares. Já nos cultos da igreja, muitas vezes, os indivíduos não se sentem muito à vontade. Para Manoel Advincula, Ancião de Pequenos Grupos da Igreja Central de Cuiabá, “o PG é um espaço onde as pessoas têm mais liberdade de se manifestar. Ali, elas falam de suas necessidades espirituais, materiais e familiares. É um local onde você pode ajudar, ser ajudado, abraçar, sorrir e chorar porque você entende que as pessoas vão te ouvir”, observa.
Ângela Advincula, irmã de Manoel, confirma isso. Ela freqüenta o Pequeno Grupo todas as sextas-feiras e conta que tem feito a diferença em sua vida. “Gosto muito das reuniões porque eles sabem transmitir a Palavra e me recebem com carinho. Todos precisam de paz e sossego e é o que encontro no Pequeno Grupo”, compartilha.